A Psicologia da Obesidade
Existem muitas causas possíveis de explicar por que as dietas falham. Ou melhor: por que as pessoas falham ao fazer dieta. Todas elas vão, mais ora menos ora, acabar recaindo sobre o principal — para não dizer o único — elemento realmente influente em todo este contexto: a pessoa que quer emagrecer.
De fato, as pessoas falham no objetivo de emagrecer porque em vez de emagrecer as pessoas preferem é ser emagrecidas (razão pela qual procedimentos cirúrgicos, por exemplo, são buscados como se fossem a panaceia para os que sofrem com o excesso de peso.
Mas emagrecer requer acima de tudo muita força de vontade, pois implica mudar regras tacitamente estabelecidas desde muito cedo na vida do gordo. Implica abrir mão de certos prazeres, implica ter força para enfrentar as tentações, as privações. Implica perseverança para não esmorecer nos exercícios físicos, não desanimar antes as dores e o cansaço.
Porém, acima de tudo, emagrecer requer que a pessoa pense sobre a causa de sua doença.
Dificilmente uma pessoa que não entende por que ficou gorda conseguirá emagrecer e manter-se magra. O natural é que os velhos padrões acabem voltando, se não forem desvendados, compreendidos e superados (ou transformados).
Normalmente o obeso tem compulsão alimentar, embora todos neguem este comportamento. Esta é uma desordem de fundo afetivo, que demonstra que a pessoa compensa suas frustrações e problemas emocionais com comida — talvez porque quando somos bebês nossa mãe nos alimenta, e associamos o alimento à sensação de sermos amados.
Será fundamental descobrir qual é a causa deste desequilíbrio, e trabalhar esta causa, para que o tratamento para emagrecer seja realmente eficiente e duradouro.
Atenção: este texto foi escrito apenas para fins informativos. Este blog não é consultório médico ou farmácia. Consulte seu médico.